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17 agosto, 2013
efemeridades apenas contidas num suspiro
15 julho, 2013
de nada, do nada, para nada
Doem-se-me mais as palavras que as ações, porque eu marco as palavras com brasa quente no coração sensível, e as ações o cérebro apenas levemente as regista. Por isso, chateio-me mais com as palavras que me dizem - ou que não dizem, ou que dizem em silêncio. Apenas estou magoada, mas engulo as mágoas, como as crianças engolem os remédios amargos que lhes curam todos os males da idade.
13 julho, 2013
escreve quando te aperta o peito
borbulham as palavras, cozinhadas num tacho lento de ansiedade
a verdade é que se se sentem desejosas por sair, e desejosas por sair estarão,
lembrar-se-ão certamente que estão enterlaçadas com a capacidade
-sempre frustrante, sempre frágil-
de os dedos serem rápidos o suficiente, ou se um dia se acaba papel e só se pode ir buscar no outro
perdem-se palavras, perdem-se vidas, perdem-se mundos.
se um dia se impedem que saía, as expressões mortas em linha no chão
a tinta não escorre sem previamente ser humedecida pela vontade que antecipa a escrita
e se um dia já não se acredita que se escreve, mas que se arranha o papel,
um dia a escrita morre, e tudo morre com ela.
e quando nos encontramos tão encerrados em nós, naquele local
- aquele onde as coisas más acontecem -
e sentimos que nada é o que deve de ser, sabemos sentir que tudo está errado,
mas e se por ventura está tudo certo, errado se fará tudo, porque assim terá de ser.
perder-se em devaneios, enquanto existe peso para ser levantando do peito
o peito não canta quando está atrofiado e se existe algum jeito de ser salvo este amor
eu já o teria arranjado, creio eu, cremos nós.
o problema não são as palavras, elas são companheiras fieís em dias de pobreza de espírito,
o problema está na alma de quem escreve, e se a alma se corrompeu,
se a alma não acredita que escreve
se a alma já não sabe o que é escrever
como pode a escrita sobreviver?
a verdade é que se se sentem desejosas por sair, e desejosas por sair estarão,
lembrar-se-ão certamente que estão enterlaçadas com a capacidade
-sempre frustrante, sempre frágil-
de os dedos serem rápidos o suficiente, ou se um dia se acaba papel e só se pode ir buscar no outro
perdem-se palavras, perdem-se vidas, perdem-se mundos.
se um dia se impedem que saía, as expressões mortas em linha no chão
a tinta não escorre sem previamente ser humedecida pela vontade que antecipa a escrita
e se um dia já não se acredita que se escreve, mas que se arranha o papel,
um dia a escrita morre, e tudo morre com ela.
e quando nos encontramos tão encerrados em nós, naquele local
- aquele onde as coisas más acontecem -
e sentimos que nada é o que deve de ser, sabemos sentir que tudo está errado,
mas e se por ventura está tudo certo, errado se fará tudo, porque assim terá de ser.
perder-se em devaneios, enquanto existe peso para ser levantando do peito
o peito não canta quando está atrofiado e se existe algum jeito de ser salvo este amor
eu já o teria arranjado, creio eu, cremos nós.
o problema não são as palavras, elas são companheiras fieís em dias de pobreza de espírito,
o problema está na alma de quem escreve, e se a alma se corrompeu,
se a alma não acredita que escreve
se a alma já não sabe o que é escrever
como pode a escrita sobreviver?
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