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15 julho, 2013

daquelas coisas que me aquecem o coração

«És a irmã que nunca tive, és parte da minha família, és o meu despertar para a realidade, és a minha parceira de situações que nunca acontecem aos outros, menos a nós. És a minha melhor amiga que apareceu quando eu menos esperava e que agora custa-me tanto dizer adeus, até logo, porta-te bem enquanto eu aqui não estiver. Custa-me sim, e por vezes quem me dera nunca te ter conhecido, assim não teria este sentimento de perda, este olhar meio perdido à procura daquela pessoa que simplesmente mostrou-me e fez-me querer ser uma melhor pessoa. Custa-me olhar para situações, reações, e não te ter lá para desmancharmo-nos a rir. Adoro-te como companheira de aventuras, como amiga a tempo inteiro, como pessoa incrivelmente estupenda que és, como yang sendo eu ying, mas principalmente adoro-te por teres-me proporcionado esta montanha russa de emoções ao longo destes dois anos. Só posso acabar por dizer-te uma coisa: Obrigada, obrigada por tudo, e sem esquecendo o “desculpa lá, mas..”, que hoje tem um sentido tão reconfortante para mim.»

“And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more”

02 julho, 2013

Lolita, by Vladimir Nabokov


“Lolita, light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lo-lee-ta: the tip of the tongue taking a trip of three steps down the palate to tap, at three, on the teeth. Lo. Lee. Ta. She was Lo, plain Lo, in the morning, standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always Lolita. Did she have a precursor? She did, indeed she did. In point of fact, there might have been no Lolita at all had I not loved, one summer, an initial girl-child. In a princedom by the sea. Oh when? About as many years before Lolita was born as my age was that summer. You can always count on a murderer for a fancy prose style. Ladies and gentlemen of the jury, exhibit number one is what the seraphs, the misinformed, simple, noble-winged seraphs, envied. Look at this tangle of thorns.”